Luís Castro terá um reencontro especial nesta quarta-feira (04), quando enfrenta o Botafogo, clube que o apresentou ao futebol brasileiro. Grêmio e Botafogo se enfrentam a partir das 21h30min, na Arena, pela segunda rodada do Campeonato Brasileiro. A partida acontece em um momento de instabilidade do time gaúcho.
Diferentemente do início de sua trajetória no Botafogo, em 2022, quando emendou uma sequência positiva logo na chegada, o treinador português vive um cenário mais turbulento no Grêmio. A equipe vem de três jogos sem vitória, com derrotas para Internacional e Fluminense, além de um empate em casa diante do Juventude.
No Fogão, Luís Castro iniciou seu trabalho com oito partidas de invencibilidade, somando cinco vitórias e três empates. Agora, no comando do Grêmio, o técnico busca retomar a confiança e pretende, diante da torcida, apresentar a formação que considera ideal.
O primeiro mês de trabalho foi marcado por testes, principalmente no meio-campo. Oito jogadores foram utilizados nas duas vagas ao lado de Arthur. Com o início do Brasileirão e a chegada da fase eliminatória do Campeonato Gaúcho, as experiências tendem a dar lugar à continuidade.
— A pré-temporada, mesmo com jogos oficiais, serve para isso. Para percebermos o impacto das partidas nos jogadores. Há uma avaliação permanente. Esse mês serviu para observar e refletir sobre o que vimos. Tenho uma ideia sobre o que deve ser o meio-campo do Grêmio — afirmou Luís Castro após o empate com o Juventude.
De acordo com o treinador, a provável escalação gremista tem: Weverton; João Pedro, Gustavo Martins, Wagner Leonardo e Marlon; Noriega, Arthur, Tetê, Monsalve (Willian ou Edenilson) e Amuzu; Carlos Vinicius.
Até o momento, Luís Castro comandou o Grêmio em sete partidas, com três vitórias, três derrotas e um empate, alcançando um aproveitamento de 47%. Para o técnico, a derrota no Gre-Nal, por 4 a 2, pesa diretamente na desconfiança vivida pelo time.
Desconfiança conhecida
A pressão não é novidade na carreira de Luís Castro. O confronto também carrega um componente emocional pela forte relação construída com o Botafogo. Apesar da saída para treinar Cristiano Ronaldo, o português manteve identificação com a torcida alvinegra. Prova disso é que, em meados do ano passado, foi o nome mais votado em uma enquete do ge para reassumir o comando do clube após a saída de Renato Paiva.